Garotas fãs de Cristo: Louvar é um dom de Deus?

Louvar é um dom de Deus?

Já ouvi algumas pessoas dizendo assim: “Ah como eu queria ter o dom de cantar!” e até mesmo “A tal fulana tem um dom de louvar tremendo!”. Isso dá um nó na cabeça de muita gente, pois surgem milhares de perguntas como: Qual a diferença entre cantar e louvar? Cantar/Louvar é um dom? Qual a diferença entre dom e talento? E é sobre isso que vamos tratar na coluna irmã mais velha de hoje.


A primeira questão a ser levantada é sobre a diferença entre cantar e louvar. Cantar é você emitir sons harmoniosos que saem das cordas vocais com auxílio do diafragma. Louvar é você glorificar, adorar e exaltar a Deus. Há pessoas dentro da igreja que não estão louvando ao Senhor, mas simplesmente cantando; ou seja, usam de sua técnica vocal para uma apresentação, mas engrandecer o nome de Deus não está no topo de sua lista de prioridades. Infelizmente isso acontece em nosso meio, e espero que você não seja esse tipo de pessoa. Não há problema em usar técnica vocal, o canto e louvor devem andar juntos, mas com certeza você já deve ter ouvido alguém que não sabia cantar nada (sem técnica), porém o louvor subiu aos céus. Tudo isso está ligado a intenção do nosso coração.

Agora que você sabe esta diferença, devo alertá-la para uma seguinte questão: Nem toda música gospel é um louvor a Deus. E ainda mais, nem toda música gospel agrada ao Senhor. É isso mesmo que você leu! Nem todas as músicas que a gente canta na igreja são de louvor a Deus, isto é, nem todas as músicas exaltam a Deus, mas falam de sonhos humanos que Ele pode realizar, restituir e sei lá mais o quê; algumas são auto-ajuda e umas são denominadas “românticas”. Não vejo problema nas músicas românticas, por exemplo, mas ninguém vai chegar num culto e cantar para o Senhor (e não para um namorado ou esposo em homenagem) a seguinte canção: “Jesus mandou você pra mim, vou com você até o fim”; não faz nenhum sentido. Outro exemplo de música que por mais que esteja baseada na Palavra não há sequer um verso de exaltação a Deus é “Raridade” do cantor e compositor Anderson Freire. Conheço o cantor e um pouco de sua história de vida, amo essa música, mas ela não pode ser considerada uma adoração ao Senhor. Vejo essa música como sendo a versão atual de “Você tem valor” do Armando Filho. Não me levem a mal, mas refletindo na letra, por mais que seja embasada na Palavra corretamente, não passa de auto-ajuda cantada, e não cabe a um ambiente de culto de maneira alguma. Culto é para exaltar o Senhor, e não ao ser humano!

Eu disse também sobre algumas músicas gospel não agradarem a Deus. Digo isso porque há muita música que não tem nada a ver com o que a Bíblia diz, outras distorcem a Palavra, inventam coisas e pregam outro Evangelho. Por exemplo, a música “A Vitória da Cruz” do Diante do Trono, tem um trecho assim: “Jesus crucificado e o inferno em festa se alegrou, pensavam ter vencido e derrotado o Salvador”. O problema está que a Bíblia não diz que teve festa no inferno depois que Cristo morreu, sabe por quê? Porque se a morte de Jesus fosse a vitória de Satanás, não haveria um motivo para que o próprio tentasse a Cristo para que Ele não cumprisse a Sua missão aqui na Terra. Fora outros trechos que falam que Jesus tomou as chaves do inferno... posso te dizer algo? Isso é invenção gospel que se alastrou em nosso meio. É só pesquisar, porque não tenho tempo (espaço) o suficiente para escrever sobre isso na postagem.

Mas, falando dessas “fábulas gospel”, permitam-me abrir um parênteses? Existe uma fábula gospel que diz que o Diabo luta muito com o louvor na igreja porque ele já foi maestro lá no céu. Posso falar uma coisa? O Diabo nunca foi ministro de louvor no céu. A Bíblia diz que ele foi um querubim. E função de querubim não é essa não.

Voltando ao assunto, para sabermos se cantar e/ou louvar é um dom de Deus precisamos saber a diferença de dom e talento.

Talento: Tudo aquilo que você sabe fazer como ninguém, como por exemplo, desenhar, tem agilidade com as mãos, trabalha com tecidos, etc. Todos nascem com talentos, todos recebem talentos de Deus, independentemente de confessarem Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas.

Dom: É dado por Deus quando nascemos de novo, ou seja, quando confessamos a Cristo como Senhor. Dom é chamado de "dons espirituais" ou "dons do Espírito Santo". Na Bíblia há cerca de três listas falando sobre os dons: Romanos 12.6-8; 1 Coríntios 12.1-11 e 1 Coríntios 12.28. Os dons espirituais identificados em cada uma dessas passagens são: profetizar, servir, ensinar, dar ânimo (encorajamento), contribuir (repartir), liderança, misericórdia (Rm 12.6-8); palavra de sabedoria, palavra de conhecimento, fé, dons de curas, operação de maravilhas, profecia, discernimento de espíritos, variedade de línguas, interpretação de línguas (1 Co 12.8-10); curar, ajudar, liderança e variedade de línguas (1 Co 12.28).


Sabendo disso podemos concluir que cantar não é um dom e louvar também não é um dom, mas podemos classificar o cantar sendo um talento dado por Deus para as pessoas. Pois, como cantar seria um dom se conhecemos cantores no meio secular que cantam muito e não são convertidas? Dom é para quem é convertido, e cantar também não aparece na lista de dons espirituais. Sobre louvar posso dizer que não é talento e nem um dom, é algo que todo cristão pode fazer – e deve fazer.


Espero ter tirado a sua dúvida. Qualquer coisa é só deixar um comentário!
Meu e-mail: abileneleite96@gmail.com

3 comentários:

  1. Hinos, louvores e barulho.

    Ivone Boechat

    Antigamente, quando alguém passava na rua poderia ser alcançado pelo poder de Deus, ao ouvir a Igreja cantando um hino inspirado, com letra simples e profunda. Sempre a Igreja usou instrumentos musicais: violino, órgão, piano, ou acordeom... Quantas pessoas se converteram... ouvindo um hino, um coral, a música inspirativa ? Hoje, quem passa pela rua ou por fora do templo, não consegue ouvir nem a igreja cantando, coitada, ela até se esforça, grita, fica na ponta do pé, se esgoela, mas não vence o som altíssimo da bateria, estrondando e balançando lustres e vidraças, com 90 decibéis. Quem sabe até despencando o telhado.

    Os educadores andam sobressaltados com tanta coisa que se esbarra na formação da futura igreja. Ela está aí e não venham dar a desculpa que não convence: “para conquistar os jovens é preciso liberar tudo, heresia na letra, barulho ensurdecedor, dança, som de danceteria, coreografia, porque o mundo está perdido e é preciso ceder”. A educação tem recursos para ajudar a por as coisas em ordem. Não precisa se contaminar com o mundo nem adoecer todo mundo com tanto barulho.

    Os evangélicos têm hinos perfeitos, lindíssimos e inigualáveis e alguns “cristãos modernos” ficam esnobando esse acervo, chegando ao cúmulo de discriminarem e até substituírem os maravilhosos e inspirados hinários por “louvores” mal feitos, sem pé nem cabeça. Acham que louvar é fazer muito, mas muito barulho...! Quando se usa o som acima da capacidade auditiva, desequilibra, irrita e...pode até matar. Quem usa marca passo não pode ir à igreja. Os idosos estão sendo expulsos, as crianças, coitadas, sofrem..., e haja tímpano. Os cultos ultrapassam a 80 decibéis! Muitos irmãos não agüentaram e desapareceram dos barulhões que antecedem ao culto. Chegam mais tarde! Ou nem chegam.

    “A minha casa será chamada casa de oração”. Mt 21:13

    O ambiente na igreja deve ser próprio para a comunhão, para a oração, sim, para o louvor e não para um show que desarmoniza, incomoda, desprepara o cérebro para receber a mensagem. O cérebro desorganizado não está apto para gravar nada.


    Por onde andam os corais infantis? Cadê os quartetos que cantavam nas Igrejas? Cadê os hinos lindos tradicionais ? Há igrejas que nem evangélicas são que estão tomando posse dos hinos do cantor cristão, da harpa e outros nossos hinários tradicionais, e afirmando que são hinos deles. Que eles cantem, tudo bem, cantemos juntos ao redor da terra, mas nunca, porque nós os desprezamos ou substituímos o belo pelo desarranjo.

    “Parece-vos pouco o fatigares e provares a paciência dos homens? Agora quereis também abusar da paciência do meu Deus?” Isaías 7:13

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  2. Ministro de música


    1. Toda pessoa tem o sagrado direito de frequentar os cultos e atividades da igreja e de sentir-se muito feliz, sereno, confortado, em qualquer idade.

    2. O ouvido tem alta sensibilidade e suporta confortavelmente, por uma, duas horas, no máximo, 50 decibéis. Passou disso, além do mal que faz à saúde, incomoda muito.

    3. Todo instrumento pode ser usado no louvor, mesmo sabendo que há aqueles próprios para o culto.

    4. Culto não é show.

    5. Não existe hino ou música velhos.

    6. É preciso selecionar hinos próprios para cada ocasião, com mensagem, poesia, melodia, harmonia, ritmo. Ritmos assincrônicos desorganizam a química cerebral. Derrubam pessoas e até muros. Josué 6:20 Juízes 7:18

    7. Fundo musical durante o culto não pode interferir, desconcentrar, incomodar; use-o com muita inteligência. Ninguém suporta um teclado dedilhado pra lá e pra cá, aleatoriamente. Se for um hino próprio para a ocasião, baixinho, tudo bem, mas notas soltas...nem pensar.

    8- A música tem o poder de mobilizar as estruturas mentais.


    9- Culto animado não é sinônimo de barulho. Reverência, participação, adoração, comunhão, consagração, dedicação, apontam para o equilíbrio. O templo não é um lugar sombrio, triste, com silêncio sepulcral, é um espaço de alegria, louvor, transformação, decisões.


    10- Se você faz parte da equipe de músicos, nunca fique se distraindo e brincando com os instrumentos no altar, após o culto.

    “E Quenanias, príncipe dos levitas, tinha cargo de entoar o canto; ensinava-os a entoá-lo, porque era entendido nisso.” 1º livro de Crônicas 15.22.


    Ivone Boechat

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  3. Eu não suporto a musica Raridade, não aguento mais ouvir

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