Para que serve o dízimo? É válido para os dias atuais?


A palavra dízimo quer dizer dez por cento, ou seja, a décima parte de uma quantia. Mas esse tal de dízimo que os pastores pregam nas igrejas serve para quê? De onde surgiu essa ideia? Aliás, o dízimo tem validade para os dias atuais? Ou era apenas para quem viveu na época do AT? A Bíblia diz:

 

“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós tal bênção, que dela vos advenha a maior abastança.”

(Malaquias 3.10)

 

Porém, alguns mudam a forma do texto com o fim de viver no luxo. Por isso, as pessoas pensam que o dízimo é invenção da igreja. No entanto, não é bem assim. E você irá ver nos pontos a seguir:

 

De onde surgiu o dízimo

 

A primeira menção na Bíblia é quando Abraão dá o dízimo de tudo a Melquisedeque (Gn 14.20) e mostra gratidão a Deus por isso. Mais tarde, você verá nas Escrituras que Jacó fez um voto de entregar a décima parte de tudo que o Senhor lhe desse (Gn 28.22). Tudo isso ocorreu antes da lei de Moisés.

 

Quatrocentos anos depois que Abraão deu o dízimo, Deus o incluiu na lei. Porque era a maneira de Deus prover o sustento da Tribo de Levi, do templo e dos pobres (Lv 27.30-33; Nm 18.21-32; Dt 14.22-29; Dt 18.1-8). Os dízimos eram sobretudo dados em víveres (1 Cr 31.5). Por exemplo, ovelhas, trigo, mel, etc. Pois não havia muito dinheiro.

 

O dízimo é válido para os dias de hoje?

 

Alguns dizem que a Bíblia não afirma que os dízimos estão em vigor. Outros já dizem que é uma ordem da Palavra de Deus. Então quem está certo? Certa vez Jesus disse:

 

“Ai de vocês, fariseus e mestres da lei, hipócritas! Vocês dão o dízimo até da folha de hortelã, da erva-doce e do cominho, mas se esquecem das coisas importantes — a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Sim, vocês devem dar o dízimo, mas não devem deixar de fazer as coisas mais importantes.”

(Mateus 23.23)

 

Jesus criticou os fariseus por seus legalismos. Isto é, eles tinham em mente que por serem dizimistas poderiam se omitir de outros preceitos da lei. Porém, uns dizem que estamos isentos do dízimo por ser da lei. No entanto, sob o mesmo ponto de vista, estaríamos isentos de praticar “as coisas mais importantes” (Mt 23.23). Porque também são da lei. Logo, fica evidente que não era isso que Jesus disse. Não é mesmo?!

 

Por isso, ao voltar para o AT, Deus noz diz que se não dermos o dízimo estamos roubando dEle (Ml 3.8). Mas se formos fiéis nos dízimos e nas ofertas, iremos ter uma bênção tão grande de tal forma que não terá lugar onde guardar. Porque o Senhor nos prometeu assim (Ml 3.10). Porém, não como a “teologia da prosperidade” diz. As bênçãos que Deus promete em sua maior parte são espirituais, ou seja, com o foco no que é eterno (2 Co 4.18).

 

Mas o dízimo não fazia parte da lei cerimonial que Jesus aboliu?

 

Uns dizem que não são dizimistas, porque Cristo aboliu a lei na cruz. Todavia, a prática do dízimo é anterior à lei (Gn 14.20 e 28.18-22). Por isso, o autor de Hebreus diz que assim como o pai da fé entregou o dízimo a Melquisedeque, um tipo de Cristo. Da mesma maneira, como filhos de Abraão entregamos o dízimo a Cristo. Em Hebreus diz:

 

“Aliás, aqui são homens mortais os que recebem dízimos, porém ali, aquele de quem se testifica que vive.”

(Hebreus 7.8)

 

Em outras palavras... “Se os que morrem tomam dízimos, aquele que vive também deveria recebê-los? Ou seja, se os sacerdotes temporários os receberam, o sacerdote eterno não poderia fazer o mesmo?” (Bíblia de Estudo Dake)

 

“Mas a circuncisão também era antes da lei e hoje não mais praticamos”; alguns podem dizer. Porém, ela foi o selo da fé antes de sua inclusão na lei (Rm 4.11,12). E o Novo Testamento deixa bem claro a troca da circuncisão para o batismo (Cl 2.11,12).

 

Então, para que serve o dízimo?

 

A igreja tem o dever de levar o Evangelho a toda criatura (Mc 16.15). Por isso, o dízimo serve para enviar missionários às nações (At 1.8). Serve para a mesma tarefa social, ou seja, cuidar das viúvas (1 Tm 5.3-16), cuidar dos pobres (1 Tm 6.17-19) e cuidar dos ministros (1 Tm 5.3-16). Serve também para que se aluguem os salões de cultos, para a construção do templo e seus reparos, etc.

 

Deve ser entregue aos diáconos. Só os que são nomeados para cuidar dessa área na igreja (At 6.1-7). E mostrar zelo no trato com o dinheiro que se levantou, ou seja, deve haver transparência. Para que cada um saiba onde está se fazendo o uso do dinheiro arrecadado. A fim de evitar que “tomem para si” o que é de Deus; como Judas fazia (Jo 12.6).

 

A entrega do dízimo faz parte da adoração a Deus. Visto que quando Deus requer o dízimo, está ensinando ao seu povo sobre fidelidade. Como também do que está em nosso coração. É reconhecer de que tudo pertence a Deus (Sl 24.1). Por isso, deve-se dar com a alegria. Pois somos mordomos do que Deus nos confiou (Mt 25.14-30). Enfim, os dízimos são para hoje, sim!

 

“Dai a Deus o que é de Deus.”

(Mateus 22.21c)

 

Você já começou a dar o dízimo? Se não comece logo. Porque entregar o dízimo é um ato de . Lembre-se que a prática do dízimo não é desculpa para cobrir os pecados da falta de amor e justiça (Lc 11.12).

 

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