Seguir carreira de ator/atriz é pecado?



O teatro inclui desafios e tentações, todas as profissões têm, mas nesta a inclinação é maior ainda e, por isso, muitos jovens que possuem a vocação para serem atores acabam ficando em dúvidas se podem seguir em frente ou não com a profissão que acham que é a correta a prosseguir.

“As primeiras peças de teatro gregas eram apresentadas nas festas religiosas em homenagem ao deus Dioniso. Esse era o deus da festa, do vinho, da loucura, dos prazeres. Nada mais louco, mais gostoso e mais embriagador do que o teatro não concorda? Os três autores de teatro mais destacados foram Ésquilo, Sófocles e Eurípedes. Suas obras, escritas no século V a. C., eram chamadas de tragédias, e a maioria delas tinha final triste.” (Fonte: Grupo Escolar).

O início da existência de encenações foi em rituais pagãos para um ídolo farto em prazeres da carne. Por isso friso que não temos um final triste, mas sim um futuro glorioso (Ap 22); não devemos andar embriagados (Ef 5.18); e a única loucura que podemos admitir é sermos chamados loucos pelos que se perdem, se nós buscarmos o caminho da Cruz (1 Co 1.18).

Mas com tudo isso, seria pecado prosseguir com a carreira de ator/atriz?

As Escrituras Sagradas nos exortam que o nosso viver deve ser “Sim, sim; e não, não” e o que passar disso é de procedência maligna (Mt 5.37). Mas por quê estou dizendo isso?! As ficções em sua própria essência são uma farsa, então já aí são um risco para o cristão, pois é viver de algo que não é real. O ser humano foi feito para a verdade e a mentira não deixa de ser mentira só porque faz parte da essência da profissão. Somos cristãos em tempo integral, inclusive na forma de ganharmos dinheiro e realizarmos sonhos. Mesmo que considerada a ficção uma forma de cultura, é necessário que essa ficção siga padrões de edificação para a igreja e ensino da verdade de Deus para a sociedade; e não para a exaltação dos padrões do mundo.

O problema da profissão de ator é que pode surgir dentro das ações do personagem, algo que não condiz com uma atitude cristã, como mentir, roubar, cena de beijo e até mesmo cena explícita de sexo usado como ritual é compreendido por Deus como prostituição. Quanto mais a exaltação do sexo por entretenimento/lazer. É equiparar-se a prostitutas. A única diferença é a conclusão do ato. As atrizes e os atores que se expõem em cenas de lascívia estão ganhando dinheiro por vender o corpo e a imagem, que é prostituição aos olhos de Deus.

E existe muita pressão dentro desse meio para que os cristãos cederem tudo sem questionar, mas aquele que se diz ser de Cristo deve estabelecer limites; ou seja, antes de aceitar um papel para um personagem, deve estudá-lo e entender as atitudes do mesmo. Caso haja uma divergência do que é pregado no Evangelho, deve rejeitar o papel ou tentar intermediar para que haja mudanças no personagem. O ator que é cristão precisa compreender que não precisa negociar seus valores para conseguir êxito.

As Escrituras Sagradas dizem “Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus. Não se tornem motivo de tropeço, nem para judeus, nem para gregos, nem para a igreja de Deus.” (1 Coríntios 10.31)

E, caso queira ser ator/atriz isso não é nenhum pecado, caso não lute pelo mundo e a favor do sistema: mas busque e aceite apenas participações em enredos que não contenham mal, e que ensinem as Escrituras (Cl 3.16). E, se até para procurar ensino e formação na área precise se submeter a práticas que o seu Senhor abomina, abomine essa profissão. Se a profissão não se sujeita a Deus, não se sujeite a essa profissão.

“O fiel será ricamente abençoado, mas quem tenta enriquecer-se depressa não ficará sem castigo.” (Provérbios 28.20)

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