Garotas fãs de Cristo: O Cristão e o Carnaval

O Cristão e o Carnaval



O carnaval é uma festa que ocorre durante o mês de fevereiro ou no início de março; e ao contrário do que muitos cristãos dizem o carnaval não significa “festa da carne”; o nome tem sua origem no latim que significa “adeus à carne” que é uma expressão que envolve um período de jejum de carne possivelmente ligada a quaresma e surgiu da interferência da igreja romana (ICAR) na idade média para inibir os exageros das festas pagãs que existiam até aquela época. Por volta do século XIX o carnaval se tornou um baile de máscaras onde as pessoas poderia desfilar sua melhor fantasia, e isto foi importado da França para vários países inclusive o Brasil. E a “cultura” foi o transformando até chegar ao ponto de como conhecemos o carnaval hoje em dia.

Mas... O cristão com tudo isso? Pode um cristão festejar o carnaval sem fazer nada que os incrédulos fazem nestes dias de folia? Retiro espiritual ou evangelismo neste tempo de comemoração ao redor do mundo?

Esta festa é tipicamente associada com blocos; desfiles com pessoas seminuas e até mesmo nuas; pessoas fantasiadas proclamando homenagem exagerada a alguém ou a algum deus; bebidas alcoólicas; drogas; sexo antes do casamento e até mesmo adultério. E isso na Bíblia é chamada de libertinagem: o abuso da liberdade cristã, fazendo coisas erradas que desagradam a Deus.

O carnaval está relacionado à libertinagem e, portanto, não deve ser festejado pelos cristãos. A Bíblia claramente diz: “Não vos embriagueis com vinho, que leva à libertinagem, mas enchei-vos do Espírito.” (Efésios 5.18). Ou seja, não se encha com coisas vãs que levam ao desagrado de Deus, mas encha-se do poder que vem do alto que alegra ao Senhor e a sua vida.

As Escrituras Sagradas também dizem que a libertinagem é obra da carne, e quem vive assim, vive no pecado. “Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti, que os que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus.” (Gálatas 5.19-21).

Algumas igrejas preferem neste tempo fazer um retiro, alugando um local onde seus membros passam dias de diversão e também revigoramento espiritual. Não é errado, mas se todos os cristãos participassem do retiro quantas vidas poderiam ser alcançadas durante esse tempo com um evangelismo saudável? Falando sobre isso...

Há algum tempo começou a existir os denominados blocos de carnaval evangélicos, com trios elétricos e cantores convidados para saírem nas ruas durante o carnaval arrastando foliões crentes ao som de músicas de vários ritmos. O problema não está no ritmo, mas sim na intenção e de como são feitos esses projetos. Segundo os organizadores, a intenção é boa, uma forma de divertir os cristãos e pregar o Evangelho para os incrédulos. Mas tenho plena convicção que Jesus Cristo repudia tal ato. Como podemos ser diferença no mundo fazendo as mesmas coisas que os incrédulos fazem? “Ai dos que chamam ao mal bem e ao bem, mal, que fazem das trevas luz e da luz, trevas, do amargo, doce e do doce, amargo.” (Isaías 5.20). Tenho plena convicção que Jesus Cristo repudia o relativismo, por conta do versículo citado anteriormente.

Que história é essa de sair pelas ruas num bloco carnavalesco “gospel” com um “Abba Deus”? As Escrituras dizem que não devemos tomar o nome do Senhor em vão. Infelizmente tudo que virou “gospel” é aceitável sem questionamentos atualmente. “E transformam a graça de nosso Deus em libertinagem.” (Judas 1.4b). Não me venha dizer que é puro evangelismo, porque de fato não é; o que acontece é entretenimento relativista que foge dos padrões da grande comissão. É possível evangelizar no carnaval por meio de projetos evangelísticos como entregar água para os foliões e, se possível, uma breve conversa dizendo que Jesus é a água da vida. Você se lembra da passagem onde Cristo fala com a mulher samaritana? “Jesus respondeu: ‘Quem beber desta água terá sede outra vez, mas quem beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede. Pelo contrário, a água que Eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna’.” (João 4.13,14).

Conclusão: O cristão não deve festejar o carnaval e deve ensinar isso aos seus filhos também. O retiro espiritual é bem-vindo, contanto que haja um equilíbrio entre quem da igreja que vai ficar responsável pela parte do retiro e quem vai ficar responsável pelo evangelismo; e a cada ano intercalando essas escalas entre os líderes e os membros. Lembrando que o evangelismo deve ser algo saudável e não um bloco de carnaval que há no mundo.

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