Garotas fãs de Cristo: Maio 2016

Bela, Recatada e "Do lar".


No dia 18 de abril de 2016, a Revista Veja publicou uma matéria em que dizia que a esposa de Michel Temer era bela, recatada e “do lar”; por ser uma pessoa que gosta de aparecer pouco, que gosta de usar vestidos na altura dos joelhos e que sonha em ter mais um filho. Pronto! As redes sociais lotaram de manifestações contra a matéria. Mas o que há de errado em ser considerada bela, recatada e “do lar”? É isso que você irá descobrir nesta postagem!

Primeiramente vamos conceituar estas palavras:

Bela: Uma pessoa bonita; admirável; agradável.

Recatada: Uma pessoa que se resguarda; reservada; tímida; modesta; discreta.

“Do lar”: Uma pessoa que não possui uma atividade profissional; dona de casa; doméstica.

Livro: O Sobrenatural Caminho para a Realeza – Kris Vallotton


Do mesmo autor de “Revolução Moral” e Desenvolvendo um Estilo de Vida Sobrenatural”, chegou o livro “O Sobrenatural Caminho para a Realeza”, que também foi publicada pela Editora BV Books (e a mesma me presenteou com este livro). Desta vez, Kris Vallotton escreve juntamente com Bill Johnson sobre a herança que Deus nos deixou como Seus filhos. E assim como seus outros títulos, pode ter certeza que esse livro também irá impactar a sua vida. Venha comigo conferir mais sobre este livro!

Páginas: 272
Editora: BV Books
Ano: 2015
Onde comprar: BV Loja | Saraiva | Americanas

Tentei evangelizar, fui evangelizada

Tem situações em que a gente acha que sabe o que vai fazer, pensa que vai ajudar alguém e acaba é sendo ajudado pela pessoa, termina o dia aprendendo uma grande lição. Isso aconteceu comigo uma vez em que fui visitar um asilo de idosos na minha cidade.

Era uma tarde de sábado, a visita ocorria normalmente, até que eu e uma amiga resolvemos nos sentar na salinha de televisão que ficava na ala das mulheres. Fiquei perto de uma senhora que eu ainda não conhecia, a dona Nair, e comecei a papear com ela.

Muitas vezes quando estamos no asilo, surge a oportunidade de falar sobre Deus. Não sei se as pessoas mais velhas são capazes de abrir mais o coração para o Senhor ou se isso é fruto apenas de coincidência. Fato é que no dia em questão, dona Nair e eu começamos a falar de Deus.

Quando surgiu o assunto, eu me empolguei e logo pensei: “Opa, uma oportunidade de evangelizar!”. Porém, não quis forçar a barra, deixei o assunto fluir, citamos algumas passagens da Bíblia e o papo seguiu.

O que eu não sabia é que as histórias que a dona Nair iria me contar é que me evangelizariam. As histórias da vida dela. 

Uma das coisas que ela me contou foi que quando era mais nova tinha o costume de doar roupas e outros itens para os necessitados.

Só que nem sempre ela tinha o que doar. Mas, em vez de se acomodar e deixar para lá, ela batia na porta das pessoas, juntava as doações e entregava para as pessoas carentes. Primeira lição: amar ao próximo como a mim mesmo, conforme está escrito em Marcos 12:31, a ponto de me esforçar para ver o outro bem.

Gente, vamos pensar juntas. Quantas pessoas você conhece que seriam capazes de sair por aí batendo de casa em casa para pedir doações para outras pessoas? Quando nova, a senhorinha foi capaz de se colocar no lugar do outro e sair da sua zona de conforto para suprir as necessidades do seu próximo.

Não digo isso para exaltá-la, mas, para lembrar que esse é um exemplo importante de seguir. Que mostra que somos discípulos de Jesus (“Se tiverem amor uns pelos outros, todos saberão que vocês são meus discípulos” - João 13:35).

Entretanto, essa não foi a única lição que dona Nair me ensinou naquele dia. Ela também me mostrou como é importante e possível o contentamento, manter o sorriso mesmo nas piores circunstâncias.

Ela é uma senhora que já não enxerga mais. Que viu o primeiro marido morrer e teve a bênção de se casar de novo. No entanto, o seu segundo marido também faleceu. E para piorar, ela também viu o próprio filho morrer.

Depois disso, dona Nair ficou sozinha. O parente que passou a cuidar dela se casou e, com isso, ela teve que ir morar no asilo.

Mesmo com tantas tristezas, ela me disse que procurava se manter satisfeita e que as coisas eram assim. Em nenhum momento de nossa conversa, ela murmurou ou disse palavras negativas em relação a Deus.

Não sei como era o íntimo dela, mas, naquele momento ela parecia entender que aquela era a vida dela e tudo bem. Que viver de mau humor ou reclamando não resolvia nada.

Segunda lição: eu preciso aprender a me alegrar mais no Senhor. Se uma senhora que vive em um asilo, não enxerga mais e já perdeu tantas pessoas amadas, em tragédias pelas quais eu não passei e que sentiu dores que eu não senti consegue mostrar contentamento, por que eu não posso fazer isso? A nossa verdadeira felicidade está na presença de Deus, na companhia de Cristo, na nossa salvação. Sei que é difícil, porém, não devemos olhar para as circunstâncias e sim para o Pai.

O amor dele que nos enche é capaz de acabar com qualquer tristeza. A paz que vem de Jesus e excede todo entendimento é maior do que qualquer problema. Quando somos fracos, temos a oportunidade de sermos verdadeiramente fortes. Porque aí não somos fortes com a nossa força, mas com a força que vem de Deus: "Mas ele me disse: 'Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza'. Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente nas minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim."

Ou seja, no dia em que eu achei que ia falar de Jesus para a dona Nair, ela me mostrou atitudes cristãs, que refletem o Senhor. Eu fui evangelizada por ela e creio que jamais me esquecerei desse dia.

E se eu puder deixar um conselho para quem lê este texto, eu peço que você escutem mais o que os mais velhos com quem convivem dizem. Ouçam seus avós, pais e tios, eles têm coisas para contar e ensinar. Se for possível, visite um asilo um dia e dê um pouco de amor e carinho a pessoa que nem sempre recebem isso. E, talvez, você saia de lá com preciosas lições no coração, assim como aconteceu comigo naquele dia!